Na manhã desta quarta-feira (27), foi descerrada a placa em homenagem à Associação Nacional dos Procuradores e das Procuradoras do Trabalho (ANPT), concedida pelo subprocurador-geral do Trabalho aposentado Antonio Henrique de Carvalho Ellery, associado da entidade e um dos fundadores da ANPT. O momento ocorreu durante a cerimônia de abertura da foto do procurador regional do Trabalho José Antonio Vieira de Freitas Filho na Galeria de Presidentes e Presidentas da associação.
“O Ellery é uma peça fundamental na história da ANPT. Ele é um dos sete que assinaram a primeira ata, a de criação da entidade e, gentilmente, fez uma placa desse material para ficar eternizada na sede da associação. Trata-se de um presente para a nossa categoria eternizar esse momento de criação aqui da ANPT”, destacou a presidenta Adriana Augusta de Moura Souza.
Ellery relembrou os desafios enfrentados nas primeiras décadas de atuação do Ministério Público do Trabalho e da própria associação. Em discurso marcado por memórias históricas e defesa da instituição, ele destacou as transformações vividas pela carreira ao longo dos anos, especialmente no que se refere à participação feminina. “Encontrei duas crises de identidade muito grandes. Primeiro, a escassez de mulheres. Só tinham cinco. Hoje as mulheres são 68%”, afirmou.
O subprocurador também ressaltou o protagonismo da ANPT na construção institucional do Ministério Público da União. Segundo ele, a associação teve papel decisivo na criação do MPU, em 1980, e nas conquistas consolidadas durante a Assembleia Constituinte de 1988. “O MPU foi criado por movimento da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, em 1980. Quando eu cheguei aqui, ninguém sabia o que nós éramos”, relembrou.
Ao fazer um apelo em defesa do Ministério Público, o procurador destacou a importância histórica e social da instituição. “Peço a vocês, pelo amor a esse Ministério Público, que lutem por essa instituição. Essa instituição tem uma história social que ninguém no Brasil tem”, declarou.
Ellery ainda homenageou nomes históricos ligados ao MPT, como o jurista Arnaldo Süssekind, e encerrou o discurso conclamando as novas gerações a preservarem e fortalecerem a atuação institucional construída ao longo das últimas décadas.

